Em homenagem ao militante Honestino Guimarães a Ponte Costa E Silva, em Brasília, deverá mudar de nome

Em homenagem ao militante Honestino Guimarães a Ponte Costa E Silva, em Brasília, deverá mudar de nome. A iniciativa do Coletivo Transverso, em alterar o nome da Ponte, último resquício do período da ditadura militar nos logradouros da capital, foi aprovada pela Câmara Legislativa do DF na última terça-feira (30). A matéria segue agora para sanção do governador.

Honestino – Nascido em 28 de março de 1947, em Itaberaí (GO), Honestino começou a militância ainda jovem, quando presidiu o Diretório Acadêmico da Geologia da UnB e a Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (Feub). A primeira prisão do ativista aconteceu em 1966, mas ele voltou a ser preso no primeiro semestre de 1968, durante a violenta invasão policial do campus da universidade. Após dois meses de reclusão no Exército, passou a viver na clandestinidade, sendo dessa forma impedido de concluir os últimos três meses que faltavam para se formar geólogo.

Três dias antes da edição do AI-5, deixou Brasília e se escondeu em Goiânia. Entre 1969 e 1972, Honestino viveu em São Paulo desempenhando as atividades de dirigente da UNE e militante da Ação Popular (AP). No final de 1972, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi preso pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar) em 10 de outubro de 1973.

Somente no dia 12 de março de 1996 teve seu óbito oficialmente reconhecido, quando foi laureado pela UnB no ano seguinte com o Mérito Universitário.

Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!

Fonte: https://www.facebook.com/direitoshumanosbrasil/photos/a.166798690068176.42983.165500080198037/871823289565709/?type=1&fref=nf11694778_871823289565709_4830262345370179327_n