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	<title>Memorial dos Direitos Humanos &#187; Mulheres</title>
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		<title>Las prostitutas de la dictadura de Brasil se rebelan</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Sep 2013 00:41:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Por Juan Arias Una categoría olvidada que durante la dictadura militar de Brasil sufrió torturas, vejaciones y muerte ha querido salir de las sombras para exigir justicia: las prostitutas. &#8220;Teníamos que hacer sexo con los carceleros para poder tener agua”, dice Safita que aún vive y hace shows en Piauí. Y Nanci Feijó, Coordinadora de la Asociación de Pernambuco de Profesionales del Sexo (APPS) recuerda que eran tratadas por la policía como “vagas y maleantes”, torturadas, obligadas a hacer trabajos degradantes. “Muchas no resistieron y murieron”, recuerda, y añade: “Todos teníamos miedo. No podíamos pedir socorro a nadie”. Eso era entonces. Hoy, que viven en un país que goza de democracia y que defiende todos los derechos humanos, las prostitutas humilladas por los militares de entonces han decidido defender sus derechos y reivindicar resarcimiento de daños. Para ello, han acudido a la Comisión de la Verdad, creada por la presidenta Dilma Rousseff para esclarecer todo lo que aún queda oculto de aquel periodo de miedo y muerte. “Muchas nos heríamos con cuchillas de afeitar cuando estábamos presas para que nos llevaran al hospital y poder escapar”, cuentan las supervivientes. ¿Conseguirán aquellas perseguidas, torturadas y hasta muertas por la dictadura por el crimen de vender su cuerpo, que se les reconozca que fueron víctimas inocentes? Quizás, no. Todo hace prever que seguirán discriminadas a causa de esos laberintos leguleyos que acaban siempre dejando a los más débiles al margen, incluso de los derechos que les pertenecen. Las primeras reacciones a su pedido de resarcimiento de daños materiales y morales están siendo negativas. Hasta ahora se les ha concedido una pensión vitalicia a los que ha conseguido probar que fueron víctimas de la persecución militar, pero “por persecución política”. Y son miles. ¿Fueron las prostitutas de entonces perseguidas por sus ideas políticas o solo por ser lo que eran, es decir profesionales del sexo, es decir “vagas y maleantes”? Como no podrán probar que las vejaciones y torturas que recibieron tuvieron un origen político, se quedarán con las manos vacías, doblemente discriminadas. Exactamente como les ha ocurrido a los indígenas que sufrieron durante la dictadura pero que no pueden probar que fueron &#8220;perseguidos políticos&#8221;. “Nos usaron y abusaron y ahora nos dejan de nuevo en la cuneta, sin derecho a nada”, explican dolidas, pero no resignadas. “Seguiremos luchando”, explica Sueli. Si fuera necesario, pedirán ayuda a la mismísima presidenta Dilma, también ella presa y torturada durante la dictadura. Quizás sea esa su última esperanza. Notícia publica no blog &#8220;Vientos de Brasil&#8221;. Disponível em: &#60;http://blogs.elpais.com/vientos-de-brasil/&#62;.</p>
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		<title>Comissão recolhe depoimentos de catarinenses presas durante a ditadura militar</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Sep 2013 12:24:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Florianópolis, 05/09/2013 &#8211; A Comissão Estadual da Verdade (CEV), com o apoio do grupo Coletivo Memória, Verdade e Justiça, levantou na tarde desta quarta-feira (5) novos depoimentos de mulheres catarinenses presas durante os períodos em que vigorou o Estado de exceção no país. Realizado no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, o evento integra a semana que marca os 40 anos de desaparecimento do ex-deputado catarinense Paulo Stuart Wright. Marlene Soccas (E) falou sobre a prisão, onde permaneceu por dois anos e meio Esta é a 11a edição do evento, que procura reconstituir os fatos ligados às violações dos direitos políticos e civis entre 1946 e 1988. &#8220;São muito conhecidas as prisões efetuadas após 1964 e a edição do AI5, mas as violações remontam a 18 de setembro de 1946, com a cassação do Partido Comunista e chegam até a promulgação da Constituição de 1988&#8243;, destacou o coordenador da Comissão, Naldi Otávio Teixeira. Até o momento, disse, já foram levantados 20 mil inquéritos policiais emitidos pelo Doi-Codi, dos quais foram constatadas as prisões de 15 mulheres catarinenses pela ditadura militar. As alegações para as detenções iam desde subversão até perturbação da ordem pública. O objetivo do CEV é reunir as informações em um relatório, que posteriormente será encaminhado ao governador do Estado e à Comissão Nacional da Verdade. “Não estamos julgando ninguém e nem levantando bandeiras, mas apenas apurando os fatos, que precisam ser levados ao conhecimento da sociedade catarinense&#8221;, informou o coordenador. Audiência foi realizada no Plenarinho da Alesc, em Florianópolis Depoimentos marcados pela emoção Ao todo, foram registrados os depoimentos de sete catarinenses, histórias marcadas pela emoção e esperança de que fatos semelhantes não voltem a acontecer. Um dos relatos mais contundentes foi apresentado pela dentista e historiadora lagunense Marlene Soccas. Ex-integrante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), Marlene foi presa em São Paulo em maio de 1970, onde permaneceu por dois anos e meio. &#8220;Fui levada para a sede da Operação Bandeirante (Oban), centro clandestino do Exército e financiado por empresários para cassar, torturar e matar os opositores do regime e que mais tarde se transformou no Doi-Codi&#8221;. Ela relembrou os doze dias em que foi submetida pelos militares a torturas, físicas e psicológicas, para que entregasse os demais companheiros. &#8220;Já no começo mandavam tirar toda a roupa, para nos deixar em uma situação de vulnerabilidade, à qual se seguiam choques elétricos, palmatórias, pancadas e agressões físicas em aparelhos como pau-de-arara e cadeira dragão&#8221;, contou. Marlene recorda que na Oban conheceu a atual presidente Dilma Rousseff, que havia sido encarcerada no local quatro meses antes. &#8220;Não éramos coitadinhos, sabíamos perfeitamente dos riscos que corríamos, mas estávamos dispostos a pagar para que houvesse uma transformação social no país&#8221;, frisou. Um caso curioso levantado durante a audiência e que demonstra o rigor político e social vigente na época, foi relatado por Rosangela de Souza, detida em 30 de novembro de 1979, aos 23 anos, por ter &#8220;faltado com o respeito com o general Figueiredo&#8221;, presidente do país na ocasião. &#8220;Eu era estudante [&#8230;]</p>
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